terça-feira, 23 de abril de 2013

Idosos apresentam 12 vezes mais risco de morrer por dengue


Pessoas com idade acima de 60 anos têm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que as de outras faixas etárias. Do total de óbitos registrados nos primeiros três meses deste ano (132), 42% foram de integrantes deste grupo, segundo levantamento do Ministério da Saúde.  Devido a esta vulnerabilidade, o Ministério da Saúde alerta aos idosos a procurarem os serviços de saúde assim que surgirem os primeiros sinais da doença.
“As causas desta condição de risco não estão completamente esclarecidas, mas podem estar relacionadas com a maior prevalência, nesta faixa etária, de doenças crônicas, como cardíacas, diabetes, entre outras”, observa o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Os sintomas mais comuns da dengue são febre, dor de cabeça - algumas vezes mais localizada no fundo dos olhos - e dores nas articulações. “Se a pessoa com a doença apresentar dores abdominais e vômitos persistentes, deve buscar imediatamente um serviço de saúde porque estes são sinais de agravamento. Também é fundamental não tomar remédio que tenha em sua composição o Ácido Acetil Salicílico (AAS, aspirina e outros) e se hidratar com água, sucos e água de coco”, aconselha Jarbas Barbosa.
VIDEOCONFERÊNCIA -Estas recomendações foram reforçadas pelo secretário durante videoconferência realizada  terça-feira última, em Brasília, com representantes das secretarias estaduais das Regiões Nordeste e Sudeste, além do Paraná e Distrito Federal. Também participaram representantes das secretarias municipais de saúde de Maceió, São Luís, João Pessoa e Sergipe.
Durante o evento, o secretário Jarbas também alertou as autoridades para a necessidade de monitoramento da situação epidemiológica e reforço da preparação dos serviços de saúde, inclusive dos pequenos municípios, para evitar os casos graves e os óbitos, com a utilização do protocolo de tratamento elaborado pelo Ministério da Saúde.
Além disso, foi enfatizada a necessidade de que as secretarias estaduais também reforcem, junto aos prefeitos, a necessidade de intensificar as ações de mobilização comunitária visando à eliminação dos focos intradomiciliares; o trabalho dos agentes municipais de controle de endemias e, ainda, as ações de limpeza urbana e de fiscalização de borracharias, ferros-velhos e outros locais com possibilidade multiplicação dos criadouros do mosquito transmissor da doença.
Segundo o secretário, o trabalho dos prefeitos de execução das ações de combate à dengue, é fundamental para se evitar as epidemias, os casos graves e os óbitos. “A combinação do trabalho preventivo de cada família com as ações do Poder Público, é capaz de reduzir a população do Aedes aegypti. As pessoas devem redobrar os cuidados em suas casas, verificando a caixa d´água, vasilhames para o armazenamento de água, calhas, lixo e outros recipientes que acumulam água, como pratos de vasos para plantas, entre outros”, afirmou o secretário. 
MAPA DA DOENÇA: Nos três primeiros meses deste ano, 11 estados brasileiros apresentaram alta incidência de dengue e concentraram 74,5% dos casos notificados ao Ministério da Saúde.  De 1º de janeiro a 30 de março, os estados de Rondônia,Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 304.9 até 3.105 casos por 100 mil habitantes (veja tabela 1). O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos/100 mil habitantes.
Em números absolutos, os 11 estados registraram 532.107 casos suspeitos, o equivalente a 74,5% do total das notificações em todo o país, ou seja, 714.226. Do total de casos suspeitos notificados neste ano, 83.768 já foram descartados.  Vale destacar que as notificações em 2013 ainda são consideradas suspeitas, podendo ser descartados ou confirmados após a investigação pelas secretarias municipais de saúde. No ano passado, no mesmo período (1º de janeiro a 30 de março), foram 190.294 notificações.  Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, de 501.806.
Embora o Brasil contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada redução de 5% dos casos graves, se comparado ao mesmo período de 2012 (veja tabela 2) No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já no mesmo período de 2011, a redução foi 74% (5.361) e, em comparação com 2010, foi de 82% (7.804).   Com relação aos óbitos, foram confirmados 132 (entre 1º de janeiro a 30 de março) de 2013. Em 2012, foram 117 óbitos; 236 (2011) e 306 (2010), no mesmo período.
INVESTIMENTOS - Nos últimos anos, o Ministério da Saúde destinou aos estados e municípios, de forma permanente, recursos para o financiamento das ações de vigilância, o que inclui o controle da dengue: R$ 1,05 bilhão em 2010; R$ 1,34 bilhão em 2011; e R$ 1,73 bilhão em 2012. Além disso, todos os municípios receberam adicional de R$ 173,3 milhões, efetuado em dezembro de 2012, para ações de qualificação das atividades de prevenção e controle da dengue, visando prevenir a intensificação da transmissão que sempre ocorre no verão. Em 2011, foram R$ 92,8 milhões para 1.159 municípios.
O Ministério da Saúde também desenvolveu outras ações - como o aprimoramento da capacidade de alerta e resposta à dengue, por meio dos sistemas de vigilância e monitoramento dos municípios para detecção precoce de surtos - revisão e atualização dos planos de contingência e compra de estoque estratégico para apoio ao atendimento às vitimas nos estados e municípios. Foram enviados aos estados e municípios 240 mil frascos de soro fisiológico, 300 mil envelopes de sais de reidratação oral, 30 mil frascos de do medicamento Paracetamol gotas e 487.500 em comprimidos. Também foram adquiridos e distribuídos aos gestores locais estoque estratégico de inseticidas e larvicidas para controle do mosquito transmissor: 2.500 toneladas de larvicidas, 350 mil litros de inseticidas, 60 mil litros de solventes de inseticidas.
Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou campanha de mobilização contra a dengue e intensificou a sua divulgação durante todo o período de maior ocorrência da dengue em 2013. Também foi oferecido aos profissionais de saúde ensino a distância em manejo clínico do paciente com dengue, por intermédio de curso promovido pela UNASUS, conhecido como Dengue em 15 minutos. Além disso, as secretarias de Atenção à Saúde e de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, vem prestando assistência técnica para organização da rede de serviços de saúde ao atendimento dos pacientes com a doença e apoio às atividades de prevenção e investigação dos óbitos suspeitos de dengue.
Comparativo de casos notificados de dengue 2012 e 2013 por UF 
 
UF
Semanas 1 a 13
Incidência
2012
2013
2012
2013
Norte
20.635
42.605
126.2
260.6
RO
1.040
8.571
65.4
539.1
AC
1.097
5.148
144.6
678.5
AM
2.583
10.950
71.9
304.9
RR
520
421
110.8
89.7
PA
9.143
7.357
116.9
94.1
AP
127
500
18.2
71.6
TO
6.125
9.658
432.0
681.2
Nordeste
67.622
47.255
125.4
87.7
MA
2.641
1.220
39.3
18.2
PI
2.792
1.302
88.3
41.2
CE
9.415
7.034
109.4
81.7
RN
7.095
2.106
219.8
65.2
PB
1.087
2.286
28.5
59.9
PE
17.451
1.641
195.4
18.4
AL
6.689
1.375
211.3
43.4
SE
1.824
392
86.4
18.6
BA
18.628
29.899
131.4
210.9
Sudeste
78.906
376.999
96.7
462.2
MG
8.698
152.230
43.8
766.7
ES
2.790
33.501
78.0
936.3
RJ
56.426
69.258
347.6
426.7
SP
10.992
122.010
26.2
291.2
Sul
1.622
56.866
5.8
205.1
PR
1.486
55.353
14.0
523.3
SC
51
364
0.8
5.7
RS
85
1.149
0.8
10.7
Centro­Oeste
21.509
190.501
149.1
1320.7
MS
2.009
77.782
80.2
3105.0
MT
11.225
25.525
360.3
819.3
GO
7.738
84.131
125.7
1366.9
DF
537
3.063
20.3
115.6
Total
190.294
714.226
98.1
368.2

Comparativo de casos graves e óbitos por dengue 2012 e 2013 por UF
 
País/Região/UF
Semana epidemiológica 1 a 13
Casos Graves
Óbitos
2012
2013
2012
2013
Confirmados
Confirmados
Confirmados
Confirmados
Rondônia
8
17
2
1
Acre
2
0
0
0
Amazonas
8
46
2
6
Roraima
0
0
0
0
Pará
54
21
3
8
Amapá
2
0
0
0
Tocantins
18
5
2
0
Norte
92
89
9
15
Maranhão
20
6
5
2
Piauí
17
8
3
0
Ceará
51
7
15
0
Rio Grande do Norte
102
8
5
1
Paraíba
25
11
1
2
Pernambuco
101
4
12
3
Alagoas
34
4
0
0
Sergipe
23
1
1
0
Bahia
124
32
11
6
Nordeste
497
81
53
14
Minas Gerais
38
84
5
24
Espírito Santo
133
332
1
6
Rio de Janeiro
306
164
19
7
São Paulo
41
97
10
13
Sudeste
518
677
35
50
Paraná
5
88
0
14
Santa Catarina
0
0
0
0
Rio Grande do Sul
0
0
0
0
Sul
5
88
0
14
Mato Grosso do Sul
23
98
1
22
Mato Grosso
92
48
3
9
Goíás
259
334
16
7
Distrito Federal
2
2
0
1
Centro-Oeste
376
482
20
39
Brasil
1.488
1.417
117
132

Fonte:  Valéria Amaral, da Agência Saúde - Ascom/MS

Blog do Osmundo: Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis – SE...

Blog do Osmundo: Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis – SE...: Os dados parciais divulgados pela SEMUSA mostram que foram imunizadas, na primeira semana da campanha contra a gripe no município, 11.056 ...

Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis – SEMUSA divulga os números parciais da campanha de vacinação contra a gripe.


Os dados parciais divulgados pela SEMUSA mostram que foram imunizadas, na primeira semana da campanha contra a gripe no município, 11.056 pessoas, o equivalente a 32,8 % da população-alvo. Os números registrados pela SEMUSA referem-se à vacinação realizada desde o dia 15/04 até as 14 horas do dia 20/04, o Dia D de Mobilização. Minas Gerais registrou, no mesmo período, cobertura vacinal de 29,2%. A meta da SEMUSA é vacinar 33.709 pessoas, o que equivale a 80% do público-alvo. 

A SEMUSA ressalta que a vacina é segura e é a principal arma para reduzir as complicações, casos graves e óbitos provocados pela gripe. Além disto, alerta para a importância da vacinação junto às grávidas e também para aquelas que estão até 45 dias do período pós-parto, o chamado puerpério. A vacina, além de proteger estes grupos contra a doença e suas por complicações da gripe, também protege o bebê. A gestante vacinada  também transfere proteção para a recém- nascido.

O público-alvo é formado por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos, que este ano terão o acesso ampliado a todos os postos de saúde desde o primeiro dia da vacinação, ao contrário das campanhas anteriores, quando esses grupos somente eram vacinados após concluídos os trabalhos de vacinação dos idosos.
A Secretaria Municipal de Saúde também chama a atenção para as pessoas que ainda não se vacinaram que a campanha prossegue até a próxima sexta-feira (26/04) em todas as Unidades Básicas de Saúde do município.

BALANÇO PARCIAL – Já foram vacinadas 1.333 crianças, o que corresponde a 34,3% deste público-alvo. Procuraram ainda postos de saúde 592 gestantes, correspondendo a 30,5 % do total de futuras mães. Entre os idosos, 8.733 já receberam a dose da vacina contra a gripe, resultando em uma cobertura vacinal de 35,5% do total.
Também foram vacinadas 134 mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, o que representa 42,0% do total.

EFICÁCIA - Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da OMS, e é respaldada por estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

PRESCRIÇÃO - Os doentes crônicos precisam apresentar receita médica contendo a prescrição da vacina no ato da vacinação. Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, deverão se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receberem a vacina.

sábado, 16 de março de 2013

Violência sexual - SUS ampliará ações para atendimento às vítimas


A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta quarta-feira (13), decreto para integrar o atendimento às vitimas de violência sexual realizado por profissionais da segurança pública e do Sistema Único de Saúde (SUS).  A iniciativa vai desburocratizar e humanizar o atendimento, agilizar a emissão de laudos periciais.  As ações realizadas em parceria entre os ministérios da Saúde e da Justiça, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, integram o programa federal Mulher: Viver sem Violência, lançado na mesma data, em cerimônia no Palácio do Planalto.
Dilma reforçou que a qualidade da prova pericial é um passo decisivo no combate à impunidade. “Nós vamos preparar hospitais para coletar indícios e treinar as equipes de saúde para atender meninas e mulheres vítimas de violência sexual. Este ato de humanização e produção de possíveis provas é um avanço para não pactuar com aquele trauma que a mulher tem quando denuncia a violência. Combater a impunidade é necessário”, declarou a presidenta.
O decreto soma-se a ações já desenvolvidas pelo Ministério da Saúde.Em janeiro de 2011, o governo federal universalizou a notificação de violências doméstica, sexual e outras agressões para todos os serviços de saúde, incluindo todas elas na relação de doenças e agravos, que são registradas no SINAN. Também fortaleceu a Rede de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde.
“Com a nova decisão se integra as ações dos Institutos de Medicina Legal, com a avaliação feita pelos profissionais de saúde, o exame detalhado, a coleta de provas de vestígios que serão feitas nos serviços de saúde, serão provas para o IML na hora de punir os responsáveis pela violência contra as mulheres, isso vai impedir que as mulheres tenham que se deslocar até o IML depois de serem atendidas na unidade de saúde, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele lembra que na última semana outra decisão reforçou a humanização ao atendimento às vitimas. “A primeira vitória foi a aprovação na Câmara dos Deputados de Projeto de Lei que transforma em regra obrigatória aquilo que já são recomendações do Ministério da Saúde de como os hospitais devem acolher uma mulher vítima de violência, o cuidado psicológico, o suporte que tem que ser dado em relação às orientações para gravidez indesejada, para risco de DST e profilaxias do HIV”, comenta.
O Ministério da Saúde vai investir, na primeira etapa do Programa,cerca de R$ 13,1 milhões na aquisição de equipamentos, reformas e ampliação para 85 hospitais de referência das capitais para atendimento às mulheres violentadas sexualmente. Posteriormente, o serviço será ampliado a áreas prioritárias - com maior incidência, regiões de fronteira e regiões de saúde, de acordo com os planos estaduais de enfrentamento da violência.
Em 2012, cerca de 8 mil mulheres que sofreram violência sexual foram atendidas na rede pública da saúde. O decreto presidencial prevê o aprimorar sistemas, protocolos, fluxos e procedimentos de coleta de indícios de crime sexual. Também está prevista a capacitação de 1.124 profissionais do SUS por peritos do Instituto Médico Legal (IML) para realizar coleta, guarda e transporte de vestígios coletados no exame clínico e o posterior encaminhamento da vítima, nos casos previstos em lei, aos órgãos de segurança pública e do sistema de justiça.
Profissionais de segurança pública também serão treinados para o atendimento às vítimas em caso de violência sexual, em especial os que atuam nas delegacias especializadas de atendimento a mulheres, crianças e adolescentes.
Toda mulher, adolescente e criança entre 10 e 12 anos de idadevítima de violência sexual atendida nos estabelecimentos de saúde de referência recebe anticoncepção de emergência para prevenir gravidez resultante do estupro,  terapia antirretroviral e vacinas para evitar doenças sexualmente transmissíveis e HIV/aids.
MULHER: VIVER SEM VIOLÊNCIA -O decreto presidencial faz parte do programa Mulher: Viver sem Violência, que propõe, aos governos estaduais, estratégias para assegurar o acesso das mulheres vítimas de violência aos serviços públicos de atendimento. Em dois anos, está previsto o investimento total de R$ 265 milhões pelo Governo Federal.
O programa prevê a criação de centros integrados de serviços especializados, humanização do atendimento em saúde, cooperação técnica com o sistema de justiça e campanhas educativas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero. A iniciativatambém deve aumentar onúmero de centros de atenção às mulheres, serviços de referência nas áreas de saúde, segurança pública e assistência social e ações integradas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas em áreas de fronteira do Brasil com a Bolívia, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
ATENÇÃO À VIOLÊNCIA SEXUAL – Hoje, o País conta com 558 serviços de atendimento às mulheres em situação de violência sexual e doméstica. As ações de enfrentamento à violência, no Sistema Único de Saúde (SUS), incluem também o treinamento dos profissionais em toda rede pública, a ampliação dos serviços sentinelas de notificação e dos serviços que prestam assistência às mulheres agredidas.

Fonte: Fabiane Schmidt e Carlos Américo, da Agência Saúde – ASCOM/MS

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CASOS DE DENGUE NO PAÍS AUMENTAM 190% NO COMEÇO DE 2013



O Ministério da Saúde do Brasil informou nesta segunda-feira (25) que aumentou em 190% os casos notificados de dengue em todo o país. Segundo os números divulgados, entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013, foram registrados 204.650 casos. No mesmo período de 2012 foram 70.489 notificações.
Os casos de mortes caíram no mesmo período, de acordo com o governo. Foram 33 óbitos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 41 no mesmo período de 2012.
Para o Ministério da Saúde, a elevação na quantidade de casos de dengue se deve à circulação de um novo tipo da doença, o DENV-4, um dos quatro sorotipos existentes no país. Dados indicam que essa cepa foi responsável por 52,6% das amostras verificadas nos casos confirmados.
“Um sorotipo em local onde nunca circulou encontra vários indivíduos suscetíveis. Encontra um país todo suscetível. Atingiu municípios grandes, como Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Uberaba. Isso fez subir o número de casos”, afirmou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Oito estados concentraram 84,6% do total de casos no começo deste ano: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo.
A pior situação, segundo o governo, ocorre em Mato Grosso do Sul. Enquanto em todo o país a incidência de casos é de 105,5 para cada grupo de 100 mil habitantes, no estado a taxa sobe para 1.677,2 casos a cada 100 mil habitantes. “A mensagem principal é de alerta. Estamos no verão e está tendo transmissão em todos os estados. Temos que redobrar a atenção”, disse Jarbas Barbosa.

Epidemia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que cinco estados do país vivem uma epidemia de dengue: Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre, Mato Grosso e Tocantins. É considerado estado de epidemia quando há incidência maior do que 300 casos a cada 100 mil habitantes.
“Temos epidemia em estados e municípios do país. Oito estados concentram 83% dos casos nessas primeiras sete semanas do ano. E aqueles lugares que não estão classificados como epidemia não podem reduzir os cuidados”, disse o ministro.

Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que, em janeiro deste ano, 267 municípios estavam em situação de risco para dengue e 487 em situação de alerta. Foram analisados, ao todo, 983 municípios.
Considerando as capitais, há risco de epidemia em Palmas (TO) e Porto Velho (RO). Estão em situação de alerta Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO).

Casos graves e óbitos em queda

O governo divulgou ainda que houve retração na quantidade de casos graves e óbitos em razão da doença;
Entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013 foram 324 casos graves contra 577 no mesmo período de 2012, número 44% menor.

Foram contabilizados ainda 33 mortes pela doença até fevereiro deste ano — queda de 20% na comparação com o ano anterior, quando 41 pessoas morreram. “Os dados mostram o quanto a luta para reduzir casos de óbito e casos graves é permanente em todo o país”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Segundo o governo, a redução nos casos graves e óbitos se deve às medidas adotadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, como capacitação de profissionais e reforço na área de vigilância à saúde.

Os sintomas da dengue são os mesmos para os quatro tipos da doença que circulam pelo país: febre alta, dores no corpo e nas articulações, vômitos, manchas vermelhas no corpo, entre outros.
Para Jarbas Barbosa, as famílias devem atentar para a forma de armazenamento da água nas residências. “É possível armazenar água de forma segura. Com menos de 15 minutos, é possível fazer a verificação de seu ambiente. Isso reduz a oferta de criadouros para que o mosquito da dengue não se multiplique.”

Cuidados

Alexandre Padilha destacou, após a divulgação dos números, que a DENV-4 não é mais mortal que os demais tipos. No entanto, ele lembrou que quem já teve algum outro tipo da doença pode desenvolver um caso mais grave ao pegar um sorotipo diferente.
“Toda pessoa que já teve algum tipo de dengue, se pegar outro tem chance maior de desenvolver doença grave”, lembrou. Segundo Padilha, as pessoas que já tiveram dengue devem procurar o serviço de saúde o mais rápido possível no caso de sintomas da doença.


Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ministério da Saúde alerta sobre a situação epidemiológica da coqueluche no Brasil


A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, de transmissão respiratória, distribuição universal, imunoprevenível e de notificação obrigatória. Compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), e se caracteriza por paroxismos de tosse seca.
A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível, por meio de eliminação de gotículas de secreção de orofaringe eliminadas ao tossir, falar ou espirrar. É raro, mas a transmissão também pode ocorrer por objetos contaminados com secreções do doente.  O agente etiológico da coqueluche é a bactéria Bordetella pertussis, bacilo gram-negativo, aeróbico, não esporulado, tendo o homem como principal reservatório.
A confirmação diagnóstica da coqueluche, conforme preconizado pelo Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, é feita pelo critério laboratorial, por meio da cultura da bactéria Bordetella pertussis ou pelo isolamento por técnica de PCR(Reação de Cadeia de Polimerase). Tem-se observado elevado índice de culturas negativas dentre os casos notificados, o que pode estar relacionado ao uso de antibioticoterapia prévia ou a falhas nas técnicas de coleta, acondicionamento e transporte das amostras.
A confirmação também pode ser feita pelo critério clínico ou clínico-epidemiológico. O critério clínico pode considerar, além das manifestações clínicas, o resultado do hemograma. Na fase catarral da doença, os casos exibem um aumento significativo do número de leucócitos (leucocitose) e linfócitos (linfocitose), podendo chegar a 20.000 e 10.000 células/mm3, respectivamente. Enquanto a presença de linfocitose e leucocitose conferem forte suspeita clínica de coqueluche, sua ausência não exclui o diagnóstico da doença, devendo ser levado em conta o quadro clínico e laboratorial individual.
A principal medida de prevenção contra a coqueluche é a vacinaçãodos suscetíveis na rotina das unidades básicas de saúde, sendo preconizada no Calendário Básico de Vacinação do  Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde a vacina pentavalente (que oferece proteção contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B), indicada para imunização ativa de crianças a partir de dois meses de idade, em esquema de três doses, com intervalo de 60 dias entre as doses.
Outras medidas de prevenção e controle podem ser adotadas: controle da fonte de infecção para os casos hospitalizados e não hospitalizados, quimioprofilaxia dos comunicantes e ações de educação em saúde. Define-se como comunicante qualquer pessoa exposta a contato íntimo prolongado com um caso de coqueluche, no período de até 21 dias antes do início dos sintomas do caso.
O cenário epidemiológico da coqueluche no Brasil, desde a década de 1990, apresentou importante redução na incidência dos casos (Gráfico 1), resultado da ampliação das coberturas vacinais de tetravalente e DPT. Naquela década, a cobertura vacinal alcançada era de cerca de 70% e a incidência era 10,6/100 mil habitantes. À medida que as coberturas elevaram-se para valores próximos a 95 e 100%, no período de 1998 a 2000, observou-se que a incidência baixou para 0,9/100 mil habitantes. Com a manutenção das altas coberturas vacinais, observou-se, na última década, variação da incidência de 0,72/100 mil habitantes, em 2004, para 0,32/100 mil habitantes, em 2010.

Gráfico-1 - Coeficiente de incidência por coqueluche e cobertura vacinal com DTP+Hib e DTP. Brasil, 1990-2012*
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

Em meados de 2011, observou-se um aumento súbito do número de casos e, a partir da semana epidemiológica (SE) 30 aquele ano, a incidência ultrapassou o limite superior esperado ao se comparar com o período de 2006 a 2010. Durante todo o ano de 2012, o número de casos por SE manteve acima do esperado.

Gráfico 2 – Diagrama de controle da coqueluche. Brasil, 2011 e 2012*
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

Segundo dados registrados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), foram notificados, até a última semana epidemiológica (SE 52) de 2012, 15.428 casos suspeitos de coqueluche no país. Destes, 4.453 (28,9%) foram confirmados, representando um incremento de 97% em relação ao mesmo período de 2011, em que foram confirmados 2.258 casos.
Em relação à distribuição espacial dos casos, a Figura 1 demonstra os estados que apresentaram maior incidência de coqueluche no ano de 2012. Destacam-se o Espírito Santo, com incidência de 20,6 por 100 mil habitantes e o Rio Grande do sul, com 7,2 por 100 mil habitantes.
Figura 1 – Distribuição espacial dos casos de coqueluche. Brasil, 2011 e 2012*
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

A faixa etária que apresenta o maior número de casos e incidência da doença é a dos menores de um ano de idade. Essa faixa etária corresponde a cerca de 70% dos casos de coqueluche no país.

Tabela 1. Incidência e Mortalidade dos casos de coqueluche por faixa etária. Brasil, 2011 e 2012* (por cem mil habitantes)
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

Em relação ao total de casos confirmados de coqueluche entre menores de um ano de idade (2.924) em 2012, observa-se que 85% (2.478/2.924) ocorreu entre menores de seis meses de idade (Gráfico 3). Ressalta-se que a imunidade conferida ao indivíduo é adquirida pela doença ou ao receber a vacinação completa (três doses da DTP + Hib mais dois reforços da DTP)*. No entanto, a eficácia da vacina varia entre 70 e 80%, após o esquema básico e não é vitalícia.  Os menores de seis meses de idade, grupo etário mais atingido em todos os anos avaliados, foram os mais suscetíveis à doença, uma vez que não receberam o esquema básico completo da vacinação (pelo menos três doses da DTP), conforme preconizado no calendário de vacinação da criança do Ministério da Saúde.

*DTP: vacina contra difteria, tétano e coqueluche, administrada como parte da vacina pentavalente, no esquema básico de vacinação, ou como componente, DTP isoladas, nos reforços. 

Gráfico 3- Distribuição de casos de coqueluche, estratificada por faixa etária até um ano de idade. Brasil, 2012*
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

Em 2012, observa-se que menos de 50% dos casos confirmados de coqueluche foram encerrados pelo critério laboratorial (cultura e PCR). Os estados que apresentaram, naquele ano, o maior número de casos confirmados laboratorialmente foram: Sergipe 100% (2/2), São Paulo 85% (777/916), Tocantins 56% (5/9), Santa Catarina 55% (131/240) e Rio Grande do Sul 54% (418/774).
Em 2011 foram registrados 56 óbitos e, em 2012*, 74 (aumento de 32%), conferindo uma letalidade de aproximadamente 2,0 %.

Figura 2- Distribuição de casos de coqueluche por semana epidemiológica. Brasil, 2011 e 2012*
Fonte: Sinan/UVRI/CGDT/DEVEP/SVS/MS - *Dados sujeitos à revisão

Sendo assim, o Ministério da Saúde alerta a todos os  profissionais de saúde, da rede pública e privada, quanto ao cenário epidemiológico atual da coqueluche no Brasil e no mundo, e recomenda às equipes de vigilância epidemiológica das Secretarias Estaduais e Municipais da Saúde para:

- Notificar e investigar, imediatamente, todos os casos (suspeitos e confirmados), com vistas ao diagnóstico precoce, tratamento adequado e adoção de medidas de controle oportunamente;
- Realizar a quimioprofilaxia, conforme preconizado no Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, nos contatos próximos, imediatamente após a suspeita do caso, com o objetivo de evitar a disseminação da doença.
- Realizar coleta de secreção de nasofaringe para realização de cultura e ou PCR, seguindo os procedimentos preconizados pelo Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde quanto à coleta, ao transporte e ao acondicionamento do material clínico, para o êxito do isolamento e identificação do agente etiológico;
- Avaliar rotineiramente as coberturas vacinais dos menores de seis anos com as vacinas pentavalente e DTP, assim como implementar estratégias de vacinação quando necessário (caso a cobertura vacinal seja inferior a 95%);
- Em situação de surtos de coqueluche, deverão ser encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz (IAL/SP), para validação e caracterização de cepas, 100% das amostras positivas e 10% das negativas processadas por cultura pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Verão, alerta para os cuidados com o sol e calor - Recomendação é comer muitas frutas, saladas e ingerir bastante água


O verão é a época mais quente do ano e as pessoas aproveitam as férias para curtirem este clima propício a viagens. Praia, Sol e calor. Combinação perfeita para curtir esta estação.
Mas para que um dia de lazer não termine antecipadamente ou de forma traumática, é necessário adotar alguns cuidados.

Os principais problemas registrados durante esta época do ano, são as infecções intestinais, desidratação e as diarreias, males que são ocasionados pela ingestão de alimentos contaminados ou mal acondicionados e de água não tratada, na maioria dos casos atendidos em consultórios particulares ou nas Unidades de Saúde do SUS.

Para evitar que o verão venha acompanhado de graves problemas de saúde, que podem, inclusive, levar à morte, é necessário seguir algumas recomendações. A mais importante é ingerir muita água, mas sabendo sempre a procedência e averiguando se ela é tratada ou mineral, além de verificar como os alimentos foram preparados seguindo os padrões de higiene e se estão bem guardados, uma vez que o período é muito propício para a proliferação de  microrganismos (bactérias) causadores de infecções e de intoxicações alimentares.

É recomendável que se consuma muitas frutas, saladas e também ingerida muita água, principalmente quando se estiver bebendo cerveja ou outra bebida alcoólica.
Cuidados especiais devem ser tomados em relação ao consumo de alimentos em praias e clubes, incluindo os vendidos por ambulantes ou em bares e restaurantes, que devem ser bem refrigerados e colocados em isopor com gelo produzido com água tratada e mineral.  No caso de alimentos quentes, eles devem estar acondicionados em bolsas térmicas.
Como nesta época do ano aumenta o risco de se contrair diarreias, torna-se fundamental, para se evitar a doença colocar em prática alguns cuidados como consumir água fervida, filtrada ou clorada utilizando o hipoclorito de sódio a 2,5% de forma adequada, em se tratando da população sem acesso a água potável; higiene pessoal, principalmente em levar bem as mãos; descartar alimentos que entraram em contato com água contaminada; acondicionar o lixo em recipientes fechados; e realizar limpeza e desinfecção periódica das caixas d’água, entre outras medidas.

A desidratação, comum no verão quando não são tomadas as precauções necessárias, tem como principal sintoma a sensação de sede, com boca seca ou pouca salivação. O volume de urina também diminui e, no caso de crianças, ficam rapidamente com os olhinhos fundos. E a prevenção da desidratação requer cuidados simples, como por exemplo, a oferta de líquidos várias vezes ao dia
Nas desidratações leves, o tratamento oral, com a reposição de líquidos através do soro caseiro, é suficiente para deter o processo de perda de água pelo organismo. Mas tem caso do paciente, em quadros mais severos, necessitar de hidratação por soro via venosa.

Precauções gerais

·    - Sempre que possível, evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h. Prefira sair de manhãzinha ou ao entardecer.
·       - Use filtro solar, sempre.
·         - Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
·         - Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas, saladas - e, é claro, um sorvetinho para refrescar.
·         - Mantenha-se hidratado: beba bastante líquido, a toda hora. Nem espere a sede reclamar.
·     - Evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar. Eles vão fazer com que você perca ainda mais líquido corporal.
·         - Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
·        -  Uma boa ideia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
·      - Também não se esqueça dos óculos escuros. Mas não adianta ser qualquer um: ele precisa ter proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis.
·         - Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente público (shopping, biblioteca) com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, essa providência vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
·         - Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. De acordo com suas possibilidades, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
- Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes - especialmente cardíacos ou com pressão alta.